Na chavena gelo e cachaça
Na esquina a puta solitaria
MInha vida vejo sem graça
(amosventura)
domingo, 31 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Memórias
E como as folhas jogadas
No chão
Abandonando os galhos
Em qualquer estação
É como os cabelos
Que um dia foram
Da cor da escuridão
Hoje são branqueados
E ditam solidão
Os olhos que velavam
Hoje nada mais podem ver
E faz sentir medo
Sem saber
É sussurrar mil vezes
E ser amordaçado depois
E sentir um abraço gélido
Na noite lúgubre e infinita
Enfim apagasse a luz
E no escuro fica só
Com a alma ferida
E o corpo dilacerado
Que logo se esvai
(amosventura)
No chão
Abandonando os galhos
Em qualquer estação
É como os cabelos
Que um dia foram
Da cor da escuridão
Hoje são branqueados
E ditam solidão
Os olhos que velavam
Hoje nada mais podem ver
E faz sentir medo
Sem saber
É sussurrar mil vezes
E ser amordaçado depois
E sentir um abraço gélido
Na noite lúgubre e infinita
Enfim apagasse a luz
E no escuro fica só
Com a alma ferida
E o corpo dilacerado
Que logo se esvai
(amosventura)
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Brasil
Brasil dos Severinos, dos Caboclos e de Lampião.
Brasil dos campos verdes, e da terra seca do sertão.
Brasil de Antonio Conselheiro, do herói Macunaíma.
Brasil Caipira, e do Juca Pirama.
Brasil que dorme com fome e frio
Brasil que acorda cedo, que passa o dia febril.
Brasil do povo doce que tem esperança
Brasil do velho do novo e das crianças
Dos gordos engravatados
Que passam o dia sentado
Brasil de mares
De pau-brasil
De quilombo dos palmares
De Carlos, de Gregorios
De Joses, de Rosas
De Mario, de Alencar
Brasil de tão lindas memórias
Que o tempo não vai apagar
Do canto do sabia, do choro da patativa.
Do vôo da tanajura
Brasil de fauna e flora
Brasil menino, do amor.
Que renasce com mais vida
Brasil do passado e presente glorioso
Brasil menino com futuro esperançoso.
Singela Homenagem A Pátria Amada...
(amosventura)
Brasil dos Severinos, dos Caboclos e de Lampião.
Brasil dos campos verdes, e da terra seca do sertão.
Brasil de Antonio Conselheiro, do herói Macunaíma.
Brasil Caipira, e do Juca Pirama.
Brasil que dorme com fome e frio
Brasil que acorda cedo, que passa o dia febril.
Brasil do povo doce que tem esperança
Brasil do velho do novo e das crianças
Dos gordos engravatados
Que passam o dia sentado
Brasil de mares
De pau-brasil
De quilombo dos palmares
De Carlos, de Gregorios
De Joses, de Rosas
De Mario, de Alencar
Brasil de tão lindas memórias
Que o tempo não vai apagar
Do canto do sabia, do choro da patativa.
Do vôo da tanajura
Brasil de fauna e flora
Brasil menino, do amor.
Que renasce com mais vida
Brasil do passado e presente glorioso
Brasil menino com futuro esperançoso.
Singela Homenagem A Pátria Amada...
(amosventura)
sábado, 14 de agosto de 2010
Menina (silencio, solidão)
A menina disfarçada de anjo
No desvão da noite
Sussurra em minha janela
A menina é a chama da vela
A menina figurada de ouro
No canto me encanta se desfaz
Sem rastro, no vasto caminho se esvai
A menina é silencio duradouro
A menina, livre, leve na imensidão
Vagando no mundo adormecido
É vozes ecoando na escuridão
A menina é o sonho esquecido
A menina é sombra é solidão
No caminho, caminha em vão
Faz o medo afugentar
A menina me faz acordar
Oh! Menina que mente a dor
Sou feito de frágil barro
Banhado na pureza do luar
A menina é o vulto a velar
Oh! Menina se apressa a deitar
Guarda teus sonhos sozinhos
Pra noite ornamentar
A menina se desmancha no ar
Sua ausência fez silenciar
As lembranças que exalam
Sem sentido de todo lugar
O que resta! A madrugada findar
(amosventura)
No desvão da noite
Sussurra em minha janela
A menina é a chama da vela
A menina figurada de ouro
No canto me encanta se desfaz
Sem rastro, no vasto caminho se esvai
A menina é silencio duradouro
A menina, livre, leve na imensidão
Vagando no mundo adormecido
É vozes ecoando na escuridão
A menina é o sonho esquecido
A menina é sombra é solidão
No caminho, caminha em vão
Faz o medo afugentar
A menina me faz acordar
Oh! Menina que mente a dor
Sou feito de frágil barro
Banhado na pureza do luar
A menina é o vulto a velar
Oh! Menina se apressa a deitar
Guarda teus sonhos sozinhos
Pra noite ornamentar
A menina se desmancha no ar
Sua ausência fez silenciar
As lembranças que exalam
Sem sentido de todo lugar
O que resta! A madrugada findar
(amosventura)
domingo, 18 de julho de 2010
Infeliz Cadáver ( rejeitado da solidão)
Infeliz cadáver
Deitado
Vê a beleza noturna
Chora lagrimas
Disfarçada
Ardente
Prazer intimo
Sacrificado
Mancha de vermelho
O chão barreado
Sente a alma
Exaustada
Da longa caminhada
Embriagado
Pecador miserável
Baila na calçada
Sonhando
Ergue o corpo
Contaminado
Ressuscitado
Ainda vaga
Por ruas nubladas
Assustado
Esconde desejos
Desgraçados
Solitário cadáver
Embriagado
Sem pressa
Volta pra casa
(amosventura)
Deitado
Vê a beleza noturna
Chora lagrimas
Disfarçada
Ardente
Prazer intimo
Sacrificado
Mancha de vermelho
O chão barreado
Sente a alma
Exaustada
Da longa caminhada
Embriagado
Pecador miserável
Baila na calçada
Sonhando
Ergue o corpo
Contaminado
Ressuscitado
Ainda vaga
Por ruas nubladas
Assustado
Esconde desejos
Desgraçados
Solitário cadáver
Embriagado
Sem pressa
Volta pra casa
(amosventura)
domingo, 13 de junho de 2010
Fuga (da confusão)
O mundo todo, todo mundo.
Vaidoso, movimenta-se.
Movimento tão profundo
E aprofunda-se tão junto
Juntamente, confuso
Confunde confusão
Confundidos vão
Foram pra baixo.
Abaixo onde ficaram
Escondidos, dançam
Com a situação
E mal situados
Todo mundo
Fica no vazio
E morre,
Morte
Morto
Sem saber
Morrer
O mundo
Todo sumiu
Vaidoso, movimenta-se.
Movimento tão profundo
E aprofunda-se tão junto
Juntamente, confuso
Confunde confusão
Confundidos vão
Foram pra baixo.
Abaixo onde ficaram
Escondidos, dançam
Com a situação
E mal situados
Todo mundo
Fica no vazio
E morre,
Morte
Morto
Sem saber
Morrer
O mundo
Todo sumiu
terça-feira, 1 de junho de 2010
A Gruta (saudação a solidão)
No quarto cavo
A gruta muda
Muda o escuro
Muda o mundo
Sem pressa
Muda o vento
Sem cura
Perde o tempo
Sem medo
Cava mais fundo
E se afunda no duro chão
Sem solução
Brota leve nos córregos
Entre ossadas lavadas
Com a pressa
Da enxurrada, que desce
Pela boca da gruta
Cavada na escuridão
Sem forma sem razão
(amosventura)
A gruta muda
Muda o escuro
Muda o mundo
Sem pressa
Muda o vento
Sem cura
Perde o tempo
Sem medo
Cava mais fundo
E se afunda no duro chão
Sem solução
Brota leve nos córregos
Entre ossadas lavadas
Com a pressa
Da enxurrada, que desce
Pela boca da gruta
Cavada na escuridão
Sem forma sem razão
(amosventura)
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