sábado, 1 de janeiro de 2011

Patativa (o canto da minha solidão)

Patativa (o canto da minha solidão)

Sol é solidão
No solstício de verão
Só e solitário
Como o canto do canário
Só não sabia
Da tristeza do sabiá

Só no sertão
Quente empoeirado
O sol sacrificando
A plantação e o gado

Só festejando
Quando vem chegando
Tão esperançoso
O dia chuvoso
O dia mais aclamado
Do povo flagelado

Só a chuva abençoada
Deixa renovada
Essa aridez
Que como o sol
Na noite se desfez
E só a lembrar
Do poeta Patativa
Do sofrido canto
Que cantava a vida
E quando findou
Causou espanto

Só restou
O silencio e o pranto
Aqui e acolá

singela homenagem ao saudoso poeta Antônio Gonçalves da Silva (Patativa do Assaré) que cantou nas banda de lá, longe aqui do Paraná.

(amosventura)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fim

O fim
E um fato que sem pressa
Nos afeta
Nos fazem lembrar de tristezas e festas
Por hora nos enlouquece
Certas vezes a gente ate esquece
Essa triste sina
Que por fim nos ensina
Que o tempo é malvado
Veloz nos deixa desajuizado
Triste tempo danado
Que desesperadamente passa
Passando deixa tudo sem graça
E como tudo na vida acaba
E sutilmente desaba
A brancura em nosso cabelo
E pra ultimo pesadelo
Que agora nos trai
E do rosto a ultima lagrima cai
Mas o tempo tão sisudo
Nos faz esquecer de tudo
Pra num outro dia
Na sombra da solidão
Se lembrar infelizmente
Dessa maldita assombração
Que chamamos de despedida

(amosventura)

domingo, 31 de outubro de 2010

Poeminha da vida

Todavia procuro ruas
Transitáveis
Mas com tanta sujeira
São insuportáveis
E a multidão
E a ma educação
São inseparáveis
(amosventura)

Poeminha

Acordo cedo sonâmbulo
Na cama molhada e fria
Deixo os pesadelos taciturnos

Poeminha

Na chavena gelo e cachaça
Na esquina a puta solitaria
MInha vida vejo sem graça

(amosventura)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Memórias

E como as folhas jogadas
No chão
Abandonando os galhos
Em qualquer estação

É como os cabelos
Que um dia foram
Da cor da escuridão
Hoje são branqueados
E ditam solidão

Os olhos que velavam
Hoje nada mais podem ver
E faz sentir medo
Sem saber

É sussurrar mil vezes
E ser amordaçado depois
E sentir um abraço gélido
Na noite lúgubre e infinita

Enfim apagasse a luz
E no escuro fica só
Com a alma ferida
E o corpo dilacerado
Que logo se esvai

(amosventura)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Brasil

Brasil dos Severinos, dos Caboclos e de Lampião.
Brasil dos campos verdes, e da terra seca do sertão.
Brasil de Antonio Conselheiro, do herói Macunaíma.
Brasil Caipira, e do Juca Pirama.

Brasil que dorme com fome e frio
Brasil que acorda cedo, que passa o dia febril.
Brasil do povo doce que tem esperança
Brasil do velho do novo e das crianças

Dos gordos engravatados
Que passam o dia sentado

Brasil de mares
De pau-brasil
De quilombo dos palmares
De Carlos, de Gregorios
De Joses, de Rosas
De Mario, de Alencar
Brasil de tão lindas memórias
Que o tempo não vai apagar

Do canto do sabia, do choro da patativa.
Do vôo da tanajura
Brasil de fauna e flora
Brasil menino, do amor.
Que renasce com mais vida

Brasil do passado e presente glorioso
Brasil menino com futuro esperançoso.

Singela Homenagem A Pátria Amada...

(amosventura)