O quero-quero
Desce
Na pastagem ou banhado
Canta forte
Que espanta-boiada
Briguenta ave majestosa
O quero-quero
Agora
Sobe
Deixando silêncio
No campo e na estrada
Deixando minha vida
Mais saudosa
(amos)
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Mar mundo fim
Mar mundo fim
Mar fim de um mundo
Mundo meu
Mundo breu
Mundo de muros
Mar fim fundo
Mundo fim
É o fim do mundo
Meu
Mar mundo
Meu fim
(amos)
Mar fim de um mundo
Mundo meu
Mundo breu
Mundo de muros
Mar fim fundo
Mundo fim
É o fim do mundo
Meu
Mar mundo
Meu fim
(amos)
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Rasurar
Na desmesura
Uma mentira
É assim
Simples rasura
Vem e saúda
E logo vai
Que vai pra bem longe
E não volte mais
E também se caso
Voltar
Ao acaso
Não vai me encontrar
(amos)
Uma mentira
É assim
Simples rasura
Vem e saúda
E logo vai
Que vai pra bem longe
E não volte mais
E também se caso
Voltar
Ao acaso
Não vai me encontrar
(amos)
domingo, 11 de dezembro de 2011
Reflexo
Se há do outro lado
É um revés
E se há o que há
Tu que és
Se tem sentido
Se há sentido
Admito os sintomas
Do que há
Do que há de haver
Tudo que é de lá
Incontrolável e zombeteira
Dúbia frieza
Apunhala
Esse ser
E prepara funda cova
De novo
Há de morrer
(amos)
É um revés
E se há o que há
Tu que és
Se tem sentido
Se há sentido
Admito os sintomas
Do que há
Do que há de haver
Tudo que é de lá
Incontrolável e zombeteira
Dúbia frieza
Apunhala
Esse ser
E prepara funda cova
De novo
Há de morrer
(amos)
sábado, 3 de dezembro de 2011
Ser Sexo e poesia
Nus lado a lado
Carne a carne
Se refazem
Livres no pecado
Dentro de um labirinto
Compenetrados da incerteza
Que incha que rasga
Que não se explica
Mas que deseja
Nossos corpos
Entorpecidos
Dois seres unidos
Pela leveza do sexo
E a força da poesia
(amos)
Carne a carne
Se refazem
Livres no pecado
Dentro de um labirinto
Compenetrados da incerteza
Que incha que rasga
Que não se explica
Mas que deseja
Nossos corpos
Entorpecidos
Dois seres unidos
Pela leveza do sexo
E a força da poesia
(amos)
sábado, 19 de novembro de 2011
Caverna II
Numa noite tão surda
Tão absurda
E fria
Uma forte escuridão
Esconde as ruas
As putas
Abre uma prisão
Com uma falsa liberdade
Um devaneio
Observa tudo
Todo mundo
Mudo
Para onde vão
Não importa aonde vão
Mas eles vão
Escolhe ficar só
Com medo
No seu mundo
(I)mundo
Mudo
Esperando
Todos voltarem
Ao pó
(amos)
Tão absurda
E fria
Uma forte escuridão
Esconde as ruas
As putas
Abre uma prisão
Com uma falsa liberdade
Um devaneio
Observa tudo
Todo mundo
Mudo
Para onde vão
Não importa aonde vão
Mas eles vão
Escolhe ficar só
Com medo
No seu mundo
(I)mundo
Mudo
Esperando
Todos voltarem
Ao pó
(amos)
sábado, 5 de novembro de 2011
Caverna
O cão de guarda
Guarda a casa a olaria e oleiro
O oleiro guarda o barro
E cuida do cão
A filha do oleiro
Olha da casa com atenção
O genro que é guarda
Guarda a filha, oleiro e o cão
Na olaria o oleiro
Cozinha o barro
E o cão observa
A demorada transformação
Na cozinha da casa
A filha cozinha
Para o oleiro, para o guarda
E um pouco para o cão
E guardados na escuridão
Quem os guarda
Da imitação.
(amos)
Guarda a casa a olaria e oleiro
O oleiro guarda o barro
E cuida do cão
A filha do oleiro
Olha da casa com atenção
O genro que é guarda
Guarda a filha, oleiro e o cão
Na olaria o oleiro
Cozinha o barro
E o cão observa
A demorada transformação
Na cozinha da casa
A filha cozinha
Para o oleiro, para o guarda
E um pouco para o cão
E guardados na escuridão
Quem os guarda
Da imitação.
(amos)
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