Uma puta me deixa puto
Xinga-me de bruto
De estúpido de porco
(Porque ando roto)
E se não bastasse
(como se me preocupasse)
Por um pouco mais de prazer
Ela quase se mata
(pobre puta)
Pelo falso tesão
Que finjo ter
Pura enganação
Como acho certo mentir
Deixo tudo fluir
Mas isso tudo na verdade
É uma imensa saudade
Que ela tem, de me sentir
(amos)
sábado, 24 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Fina Flor
Fina flor
Floresce
Flor do sexo
Que endoidece
A flor feminina
Quente e úmida
Fina flor rubra
A fina flor da volúpia
A flor sem nome
Na madrugada é insônia
Fina flor sedutora
Causadora
Do inimaginável
Gemido de quem goza
Fina flor plantada na esquina
Ou no jardim alheio
Fina flor do delicioso
Pecado
Que não tem fim
Divina e perigosa
Fina flor venenosa
(Amos)
Floresce
Flor do sexo
Que endoidece
A flor feminina
Quente e úmida
Fina flor rubra
A fina flor da volúpia
A flor sem nome
Na madrugada é insônia
Fina flor sedutora
Causadora
Do inimaginável
Gemido de quem goza
Fina flor plantada na esquina
Ou no jardim alheio
Fina flor do delicioso
Pecado
Que não tem fim
Divina e perigosa
Fina flor venenosa
(Amos)
domingo, 11 de setembro de 2011
Sapatonovo
Sapatonovo
Polido brilhando um espelho
Pisa forte na rua de cascalho
Na grama um leve pisar
No sinal impaciente esperar
Sapatonovo me leva a passear
Para donzela enamorar
“Cachorro maldito
Não tinha outro lugar
Pra cagar”
Sapatonovo
Não conseguiu desviar!
(amos)
Polido brilhando um espelho
Pisa forte na rua de cascalho
Na grama um leve pisar
No sinal impaciente esperar
Sapatonovo me leva a passear
Para donzela enamorar
“Cachorro maldito
Não tinha outro lugar
Pra cagar”
Sapatonovo
Não conseguiu desviar!
(amos)
sábado, 3 de setembro de 2011
Parte
Não temo quando parte
Pois parte de mim
Também parte
Pra bem longe de mim
E vai contigo, pra algum lugar
E eu continuo a teimar
Teimo tanto que o que resta
É o inacabável esperar
E espero tanto, que acho
Que não vai demorar
E você demora um pouco mais
Demora tanto, que imagino
Que tanto faz
E o tempo faz tudo acabar
E o que vai sobrar
É só a tua ausência
No vazio de um olhar
Num gélido abraço
E no disfarçar
Da certeza que logo
Vai embora
Pra nunca mais voltar
Eu temo tanto
Que tento disfarçar
Temo tanto e tento distanciar
A outra metade que eu criar
(amos)
domingo, 21 de agosto de 2011
Reflexos Noturnos
Nem espelhos
Nem sussurros
Nem há céus
Nem há um eu
Mas há jardins secos
Há folhas secas
Há sombras sem corpos
Há poeira
Mas logo vem a lama
Que lambe o chão
E descobre
A solidão
(amos)
sábado, 13 de agosto de 2011
Derradeira cena
Não te faças estranheza
Na simples leveza
De palavras sem fim
Que tira a vida de mim
Como uma simples peça
Num velho teatro
Com um único apreciador
Vou contar um negativo amor
E tamanha essa dor
Que não tem cura
E eu aqui, morrendo, faço juras
Para qualquer santo salvador
E você me enganando
Gargalhando e expulsando
Esse rapaz sofredor
Como um desgraçado cão
Acuado na ilusão
Perdido na escuridão
Fico jogado na solidão
É tamanha a desgraça
Que nem a cachaça
Vai me livrar desse embaraço
No qual você me deixou
Tão iludido que ameaço
Me jogar do terraço
Desse velho prédio
Que por muito tempo
Você, linda, habitou
Agora perdendo a calma
Ferindo forte minha alma
Vem a triste lembrança
Das inverdades que escutei
Tão leve esperança
Que inocente acreditei
Fui tão infeliz que ainda te amei
Um amor muito mais forte
De tudo que já imaginei
E agora só desejo a morte
Para curar essa chaga
Desse triste criador
Que escreveu numa folha qualquer
Um desgraçado amor
E que nada mais apaga
Esse infeliz viver
Pra completar o trágico teatro
O personagem é outro
Que já entra em cena
E você sem demora
Abraça e beija
Já se declara
Para esse novo ator
Vai logo esquecendo
Que um dia jurou
Que seria eterno
O que deus nos guardou
E agora cansado de sonhar
Eu fico a implorar
Que um dia a cena acabe
E algum anjo quem sabe
Venha lá do alto
E possa nos juntar
Para uma nova historia
Juntos contar
Mas enquanto os santos não ouvem
Os anjos não descem
E o milagre não vem
Eu vou pegar qualquer trem
Para fugir dessa cidade
Para escapar da saudade
Que restou, aqui dentro
Bem dentro de mim
Mas espero e ainda rezo
Que essa estrada de ferro
Nunca chegue ao fim
(amos)
Na simples leveza
De palavras sem fim
Que tira a vida de mim
Como uma simples peça
Num velho teatro
Com um único apreciador
Vou contar um negativo amor
E tamanha essa dor
Que não tem cura
E eu aqui, morrendo, faço juras
Para qualquer santo salvador
E você me enganando
Gargalhando e expulsando
Esse rapaz sofredor
Como um desgraçado cão
Acuado na ilusão
Perdido na escuridão
Fico jogado na solidão
É tamanha a desgraça
Que nem a cachaça
Vai me livrar desse embaraço
No qual você me deixou
Tão iludido que ameaço
Me jogar do terraço
Desse velho prédio
Que por muito tempo
Você, linda, habitou
Agora perdendo a calma
Ferindo forte minha alma
Vem a triste lembrança
Das inverdades que escutei
Tão leve esperança
Que inocente acreditei
Fui tão infeliz que ainda te amei
Um amor muito mais forte
De tudo que já imaginei
E agora só desejo a morte
Para curar essa chaga
Desse triste criador
Que escreveu numa folha qualquer
Um desgraçado amor
E que nada mais apaga
Esse infeliz viver
Pra completar o trágico teatro
O personagem é outro
Que já entra em cena
E você sem demora
Abraça e beija
Já se declara
Para esse novo ator
Vai logo esquecendo
Que um dia jurou
Que seria eterno
O que deus nos guardou
E agora cansado de sonhar
Eu fico a implorar
Que um dia a cena acabe
E algum anjo quem sabe
Venha lá do alto
E possa nos juntar
Para uma nova historia
Juntos contar
Mas enquanto os santos não ouvem
Os anjos não descem
E o milagre não vem
Eu vou pegar qualquer trem
Para fugir dessa cidade
Para escapar da saudade
Que restou, aqui dentro
Bem dentro de mim
Mas espero e ainda rezo
Que essa estrada de ferro
Nunca chegue ao fim
(amos)
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Contra o ponto
Conta-tempo
Composto
Segundos
Minutos
Horas
Contratempo
Oposto
Ao pensamento
Escravizado
Simplesmente
Não pense
Não fale
Não faça
Se desfaça
Disfarça
Se torture
E se mate
(amos)
Composto
Segundos
Minutos
Horas
Contratempo
Oposto
Ao pensamento
Escravizado
Simplesmente
Não pense
Não fale
Não faça
Se desfaça
Disfarça
Se torture
E se mate
(amos)
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